sexta-feira, 29 de maio de 2015

Cartas à Guiné-Bissau

O educador deve ser uma  INVENTOR e um REINVENTOR constante dos meios e dos caminhos com os quais facilite mais e mais a problematização do objeto a ser desvelado e finalmente apreendido pelos educandos. Sua tarefa não é a de servir-se desses meios e desses caminhos para desnudar, ele mesmo, o objeto e, depois, entregá-lo, paternalisticamente, aos educandos, a quem negasse o esforço da busca, indispensável, ao ato de conhecer (FREIRE, 1980, p. 17)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Conhecimento proposto por meio do Blog

O “caminhar” da Educação
por  Sandra Maria da Silva
O modelo tradicional de escola (consequentemente, de sociedade tradicional), que estabelece ênfase na mera transmissão de conteúdos (eruditismo), mediante um grande verbalismo, não dá conta do acidente, do diferente. A razão disso é que nesse tipo de ensino/instituição há uma padronização da figura do aluno enquanto alguém “normal”, a saber, com uma capacidade de memória suficiente para absorver os saberes transmitidos pelo professor. (...) Felipe Figueira, 2014)

A educação está passando por uma revolução. Por mais de dois séculos a escola apresentou-se com uma metodologia didática centrada na figura do professor. No entanto, hoje as escolas estão transformando suas propostas didáticas para o desenvolvimento de aprendizagens por meio das Tecnologias de Informação e Comunicação. Em suma, a internet esta cada vez mais inserida nos processos pedagógicos.
            Nos processos, o erudito, esse que prende os passos da educação, se torna livre com o uso dos objetos de aprendizagens digitais. O blog é uma ferramenta que torna rica a educação. Esse modelo de material didático digital propõe a transformação do processo de aprendizagem por um método dialógico, participativo e reflexivo. Esse método quebra a hierarquização de conhecimento entre as pessoas que participa do processo formativo, também possibilita a inclusão de todos os alunos da escola.
O uso do blog na sala de aula envolve os estudantes entorno de um “aprender a fazer e a viver junto” objetivando-se “que alunos isolados ou grupos éticos diversos se integrem por meio da comunicação virtual.” (UCHÔA, 2015, p.34). Desta forma, o blog oportuniza aos interlocutores novas aprendizagens e respeito entre as pessoas  do grupo como um todo por meio da construção coletiva do conhecimento e, também, por permitir desenvolver o pensamento, tornando-as mais sensíveis e criativas.
Assim, conclui-se que o “caminhar” da educação por meio da tecnologia, com o uso da ferramenta metodologia do blog tem revelando como uma experiência educacional e social favorável à mediação para o desenvolvimento psicológico completo do sujeito.
Referência Bibliográfica
FIGUEIRA, Felipe. Como se formar além da (in)formação? In Revista Filosofia Ciência&Vida. Ano VIII, nº 101, dez. 2014, p. 65-71.
UCHÔA, Kátia C. Amaral, Uso educacional da blogosfera: guia de estudos. 1ª Ed. – Lavras: UFLA, 2015.



domingo, 24 de maio de 2015

"O que teremos guardado em nossos baús da infância enterrados em quintais imaginários?" (MARTINS, 2008)

Acho que o quintal onde a gente brincou é maior que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade. Mas o que eu queria dizer sobre o nosso quintal é outra coisa. Aquilo que a negra Pombada, remanescente dos escravos do Recife, nos contava. Pombada contava aos meninos de Corumbá sobre achadouros. Que eram buracos que os holandeses, na fuga apressada do Brasil, faziam nos seus quintais para esconder suas moedas de ouro, dentro de grandes baús de couro. Os baús ficavam cheios de moedas dentro daqueles buracos. Mas eu estava a pensar em achadouros da infância. Se a gente cavar um buraco ao pé da goiabeira do quintal, lá estará um guri ensaiando subir na goiabeira. Se a gente cavar um buraco ao pé do galinheiro, lá estará um guri tentando agarrar no rabo de uma lagartixa. Sou hoje um caçador de achadouros de infância. (...)Manoel de Barros (2003a)

O que você trouxe dele para a sua vida?